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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Quem me dera

Quem me dera


Quisera o Sol tivesse um amigo
Que não se queimasse ao ser abraçado
Quisera a Lua tivesse um amigo
Que não fosse embora ao nascer do dia
Quisera o mar tivesse um amigo
Que ele não engolisse ao colocá-lo no colo
Quisera o ar tivesse um amigo
Que pudesse acariciá-lo de felicidade
Quisera o porco-espinho tivesse um amigo
Que suportasse a dor ao encostar a cabeça em seu ombro
Quisera a águia tivesse um amigo
Para compartilhar a paisagem em seu vôo
Quisera a noite tivesse um amigo
Que não se perdesse na escuridão
Quem dera todo o mundo tivesse um amigo
De muito tempo ou de poucas horas
Quem dera esse amigo ser sincero
Como o é um abraço de criança
Sem preconceito, sem cor, sem lembrança
Sem juízo, moral ou culpa
Sem nexo nem credo ou sexo
Quem me dera ser eu esse amigo
E expressar no mais simples gesto
Mil palavras de carinho e afeto
E uma infinidade de sensações
Quem me dera...



Manoel Gonçalves

Um comentário:

A História de Curtana disse...

Duas coisas:
1 - perdi seu e-mail.
(nesta constatação está implícito o fato de que quero que você o passe para mim novamente).
2 - o endereço do link para o meu blog, na sua lista de links está errado. O correto é: http://www.waltertierno.wordpress.com