Ir e vir
Vai e vem
A rede balança
Um corpo embalado
Lá e cá se lança
O ritmo não cansa
Mas alivia o cansaço
Convite pra vida mansa
Só pra deitar
Só pra ficar
Fazendo coisa alguma
No rosto o carinho do vento
Vendo o dia passar
Virado de papo pro ar
Ou então a noite inteira
Os olhos vidrados no céu
Admirando as estrelas
Na mesa ao lado
Cuidadosamente colocados
Livros, lápis e folha
Ah, e uma branquinha
Pura e suave
Que vem lá da fazendinha
E a minha garganta molha
Mas há ali também
Entre um vai e outro vem
Onde o braço possa alcançar
Água de coco fresquinha
Adocicada, geladinha
Pra quando o calor aperta
A minha sede matar
Cabeça jogada pra trás
Voando feito as rolinhas
Perdida em pensamentos
Viajando em palavras minhas
Manoel Gonçalves
Constantemente recebemos inúmeras informações. Todas interferem em nossa maneira de ver o mundo. E quando a janela abre uma fresta, a luz irradia, transborda e com ela, vão as palavras, os sentimentos, a visão do mundo, emoções, alegrias, tristezas, os risos e os bichos que estão presentes em cada um.
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008
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