Páginas

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Pai gestante

Hoje começo a formatar melhor o meu blog, seguindo o que me propus a fazer (veja post anterior).

Ontem, a pedido de uma amiga terapeuta, compareci ao curso de gestantes que ela organiza e ministra numa creche na Zona Norte. Eu fui na condição de palestrante convidado, não por ser especialista em algum assunto, mas por ser pai e. em conseqüência disso, ter algo a comentar a respeito da paternidade, maternidade, sentimentos e expectativas dessa fase.

O encontro foi muito bom, acima de qualquer coisa que eu poderia imaginar. Um bate-papo muito gostoso que durou cerca de duas horas, mas que nem pareceu tudo isso.

Um fato curioso é que não havia nenhum marido acompanhando as gestantes. Sei que não é tão fácil estar presente o tempo todo, mas acho primordial o acompanhamento dos pais em todas as fases da gestação. O sentimento da paternidade surge antes mesmo do nenê ser gerado. A partir do momento que se pensa em ter um filho, a postura deve ser outra. E durante a gravidez, tanto a mãe como a criança sentem necessidade da presença do pai. A mãe fica mais frágil, sensível a qualquer mudança. A criança, em contato com o pai, costuma ficar mais calma. Pelo menos foi assim que as minhas filhas reagiram. Elas ficavam agitadas, mas era colocar a mão na barriga da minha esposa e elas ficavam mais tranqüilas.

Outra coisa que acho que faz toda a diferença é conversar com o nenê (isso mesmo, antes dele nascer), cantar, colocar música para que ele ouça, contar história, fazer muito carinho. Mesmo que a mãe esteja dormindo. Quantas noites eu fazia isso: minha mulher cansava, ia dormir e eu ficava ao lado, batendo longos papos com as minhas filhas. No meu caso, aumentou o apego que tinha por elas e senti que elas reconheceram a minha presença quando pequeninas. Até hoje são o maior grude comigo.

Para finalizar, sugiro a todos os pais que quiserem e puderem (depende de autorização médica) que assistam ao parto. A sensação e a emoção que a gente sente são inenarráveis. Nada substitui ou chega perto do que se sente lá, principalmente quando o médico chama para ver puxar o bebê.

Abraços.

Um comentário:

Simone Zelner disse...

muito legal isso meu amigo! aqui no país esse tipo de curso ainda não é muito divulgado, acredito que sejam poucas as futuras mães que participem, e em geral sozinhas, mas como já comentei com vc isso é cultural e vem mudando, a sociedade têm essa visão de que a mãe devce estar 110% envolvida na gravidez e parto e já os pais acabam entrando com "suporte", como provedores da família, mas essa mentalidade está mudando bem rápido, felizmente! fico feliz em ver pais envolvidos como vc! isso é assunto pra muito discussão! e da boa!
beijos,
Simoen