vs. eu: Sarau Agora ou Nunca - Erivaldo dos Santos na Casa...: Eu, justo eu, que adoro uma roda de conversa, principalmente sobre literatura e cinema (minhas paixões), tive que bancar o advogado do di...
Domingo, de grandes encontros, pessoas fascinantes e discussões acaloradas. Dali, além do enriquecimento cultural, um compromisso de falarmos e agirmos mais em prol da produção, difusão e distribuição da cultura feita longe das mídias, nos diversos polos periféricos ou desconhecidos dessa imensa São Paulo. Produções culturais que não são divulgadas e não chegam às mãos (olhos, ouvidos...) da população, seja a que está acostumada a esse tipo de consumo, seja a que é carente dessa brisa benfazeja e necessária à formação de um indivíduo mais completo. no final do texto, há um conto poético que fiz. Espero que curtam.
Abraços.
Constantemente recebemos inúmeras informações. Todas interferem em nossa maneira de ver o mundo. E quando a janela abre uma fresta, a luz irradia, transborda e com ela, vão as palavras, os sentimentos, a visão do mundo, emoções, alegrias, tristezas, os risos e os bichos que estão presentes em cada um.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Esperar...
O que esperar?
Descansar
Dos percalços da estrada
Do cotidiano puxado
Da longa e laboriosa caminhada
De todo um ciclo passado
Brotar
Da cabeça o sonho
A árvore da semente
Das letras os sentimentos
A ideia contida da mente
Renascer
Para o dia que se anuncia
Um novo ano, uma nova vida
Novos planos, futuras conquistas
Para os desafios preciosos da lida
Esperar
Que o descanso nutra e revigore
Que brote a semente da paixão
Renasça sempre a esperança
E nunca morra a compaixão
Manoel
Gonçalves
terça-feira, 24 de abril de 2012
Jeito Simples
Jeito simples
Sentado
à beira da porta
Escorado
no batente
Olhando
pro nada
Vendo
as galinhas correr
Sentindo
a brisa da tarde
Descansando
o esqueleto
Moído
da lida diária
Espreitando
o laranja do céu
Se
perdendo em meio à fumaça
Do
cigarro de palha
Do
fogão à lenha
Do café
fresquinho
Na
caneca de estanho
A “nega”
se balança na rede
Os
filhos estão por aí
O
sorriso estampa alguns dentes
O rosto
é marcado por rugas
Do sol,
da idade, da vida
Assim,
a noitinha chega
E só
resta ir pra rede
Que o
dia se aproxima
A
madrugada fria o espera
Num
convite rotineiro e solitário
Antes
que o dia clareie
Antes
mesmo que ele esquente
Seu
suor já terá molhado a roupa
Sua
fome se fará quase danada
E suas
mãos não sentirão nada
De tão
acostumadas e calejadas
Assim
ele contempla sua terra
Sua
vidinha simples no sertão
Apanha
seu facão e o enxadão
E se embrenha
na roça
Pra
garantir da família o pão
Nessa
paz, nesse silêncio
Que as
cidades desconhecem
Nesse
som desbravador
Que o
cimento não ecoa
Tudo
seguirá seu ritmo
Suado,
mirrado e árduo
Mas
feliz
Feliz por ser tão seu
Feliz por ser tão seu
Tão seu
como o fim de tarde
A
fumaça...
O café...
E a rede...
O café...
E a rede...
Manoel Gonçalves
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Sofia, a joaninha
Um
gesto simples
Sorriso
ingênuo
Puro e
cativante
De quem
ri de si mesmo
Ri dos
e para os outros
E das
belezas do mundo
A mão
que se acaricia
Os
braços que amarram
Que se
fazem presentes a todos
Dos
olhos não surgem lágrimas
Não só
bailam as escuras pupilas
Explodem
alegres super-novas
E
calorosos raios solares
Bendita
seja, ó Natureza,
Por ter
criado algo tão belo.
Manoel Gonçalves
(para a minha joaninha, que brilha e encanta todos os dias em meu jardim)
terça-feira, 17 de abril de 2012
Piruetas no Ar
Lá no alto o menino se agarra
Às linhas, aos sonhos, ao encanto
À farra de não ter amarra
Aos giros que causam espanto
Lá no alto o menino se choca
E vê graça na plateia retesada
De olhos arregalados no lugar da boca
De “queixos suspensos” na cabeça virada
Lá no alto é menino, é pequenino
Balança sob a luz do luar azulado
Mas se agiganta sorrindo o menino
Comove e encanta em seu lindo bailado
Voa menino, voa
Faça pirueta no ar
Canta que sua voz ecoa
Brinque e nos leve a sonhar
Manoel
Gonçalves
segunda-feira, 26 de março de 2012
Chico Mestre do Riso
Chico Mestre do Riso
Era Chico
Era Anysio
Um apenas não
Uma legião
É alegria
Inspiração
É, sim, e assim continuará
No presente, como presente
Intelecto, vontade, talento
Riso, magia que não se apagará
Era Chico
O Anysio
Oxi, Aff, Coisinha, ó Painho
Pô, ele também era Xovem
Era Tim, Justo e Paipai do Castrinho
Azambuja, Bento e Popó
Coalhada e a falante Salomé
Silva, Tavares e Bozó
Pantaleão, marido de Té
Haroldo, o hetero pegador
Alberrrrto, o eloquente ator
E assim eram mais de duzentos
Sendo Raimundo o primeiro rebento
Nem só Chico
Nem Anysio somente
Muitos nomes, vozes, figurinos
Povoavam sua mente
Nem como Chico isolado estava
Em outras facetas da arte
Sendo destaque ou fazendo uma parte
Com competência transitava
Vai lá, mestre do riso
Querido Chico Anysio
Mas mande a Salomé se adiantar
Ligar pro Pedrão e reservar
Espaçoso e confortável lugar
Pois tem 200 para se hospedar
Manoel Gonçalves
Minha homenagem a quem entrava em nossa casa, mesmo sem pedir licença, e fazia do riso a sua crença, trazendo uma multidão de personagens engraçados e memoráveis. Pra quem não tinha medo da morte, tinha pena de morrer. Nós também. De perder uma pessoa talentosa e que faz o povo rir e de saber que o humor ficou mais pobre.
Era Chico
Era Anysio
Um apenas não
Uma legião
É alegria
Inspiração
É, sim, e assim continuará
No presente, como presente
Intelecto, vontade, talento
Riso, magia que não se apagará
Era Chico
O Anysio
Oxi, Aff, Coisinha, ó Painho
Pô, ele também era Xovem
Era Tim, Justo e Paipai do Castrinho
Azambuja, Bento e Popó
Coalhada e a falante Salomé
Silva, Tavares e Bozó
Pantaleão, marido de Té
Haroldo, o hetero pegador
Alberrrrto, o eloquente ator
E assim eram mais de duzentos
Sendo Raimundo o primeiro rebento
Nem só Chico
Nem Anysio somente
Muitos nomes, vozes, figurinos
Povoavam sua mente
Nem como Chico isolado estava
Em outras facetas da arte
Sendo destaque ou fazendo uma parte
Com competência transitava
Vai lá, mestre do riso
Querido Chico Anysio
Mas mande a Salomé se adiantar
Ligar pro Pedrão e reservar
Espaçoso e confortável lugar
Pois tem 200 para se hospedar
Manoel Gonçalves
Minha homenagem a quem entrava em nossa casa, mesmo sem pedir licença, e fazia do riso a sua crença, trazendo uma multidão de personagens engraçados e memoráveis. Pra quem não tinha medo da morte, tinha pena de morrer. Nós também. De perder uma pessoa talentosa e que faz o povo rir e de saber que o humor ficou mais pobre.
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